Palavra do Secretário

Na 39º Reunião Ordinária do Supremo Concílio da IPB, realizada na cidade de Águas de Lindóia – SP em julho de 2018, fui eleito pela terceira vez Secretário Nacional do Trabalho da Infância. Sei que foi Deus que me reconduziu para mais um mandato e que Ele continuará me capacitando para executar com muito esmero tal função. É uma honra trabalhar para a IPB nessa nobre causa.

Após 9 anos, posso dizer que a dinâmica de atividades e programações direcionada para o alcance das crianças na IPB é um sucesso! É reconhecido em todo o Brasil. Houve realmente um grande avanço. Tudo isso aconteceu porque Deus permitiu e nos conduziu a esse patamar.

A Equipe da SNTI tem trabalhado com afinco no planejamento estratégico para os próximos quatro anos (2018-2022). Prometo que o trabalho será feito com a maior seriedade e excelência.

Conto com o apoio de todos que se dedicam ao trabalho da Infância na IPB. Juntos, seremos capazes de realizar algo maravilhoso e marcante para nossas crianças.

 

As crianças precisam de salvação!

Vivemos tempos hostis! A hostilidade tem sido marca registrada do homem atual. Vemos atitudes hostis em todos os lugares e com todas as pessoas independente do sexo, posição social, política, ideológica ou religiosa. Infelizmente uma das grandes vítimas dessa hostilidade é a criança. Veja alguns exemplos:

1. Fome – A fome mata uma criança a cada 5 segundos. Existem causas naturais para justificar a fome: clima, seca, terremotos, inundações, etc. Mas hoje podemos afirmar que boa parte dessas mortes é provocada pelo próprio homem com má administração dos recursos naturais, instabilidade política, corrupção, muita concentração de renda nas mãos de poucos, etc.

2. Guerras – Seja ela política, territorial, civil ou religiosa. As crianças estão sendo massacradas por causa delas. A guerra na Síria é a maior prova disso. O desespero de famílias fugindo da guerra culminou na morte de muitas crianças por balas, bombas, morteiros ou na tentativa de se refugiar. Nessa tentativa de fugir as famílias enfrentam o perigo de embarcar em botes, barcos ou navios superlotados. Basta lembrar de Aylan Kurdi, menino sírio de 3 anos que estava com a família em uma dessas embarcações e depois foi encontrado morto numa praia da Turquia.

3. Drogas – Uma pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), com apoio da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), constatou que os estudantes de escolas públicas estão usando drogas cada vez mais precocemente. Crianças já começam a ter contato com as drogas a partir dos 10 anos de idade e o álcool é a porta de entrada para o vício.

4. Exploração Sexual – O Brasil (estando somente atrás da Tailândia) é o país onde existe a maior quantidade de crianças entre 10 e 15 anos ligadas à exploração sexual infantil! A Unicef fala entre 250 a 500 mil, outras fontes dizem que o número pode chegar à casa dos 2 milhões. A exploração sexual infantil talvez seja a pior forma de degradação de uma criança. Mais triste ainda é saber que além dos aliciadores, as crianças muitas vezes são levadas à essa condição pelos próprios pais.

Se por um lado vemos a hostilidade do mundo matando e destruindo as crianças, por outro lado, as Escrituras também nos alertam para algo terrível que deve nos preocupar. A Bíblia nos ensina que após a queda, o homem ficou totalmente incapacitado de salvar-se. O pecado causou a morte espiritual, conforme afirma o apóstolo Paulo: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef. 2:1). Esta morte atingiu não apenas Adão, mas também toda a sua descendência, conforme nos diz o salmista: “todos se extraviaram e juntamente se corromperam: não há quem faça o bem, não há nenhum sequer” (Sl. 14:3). Paulo também afirma: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm. 3:23). E afirma ainda: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm. 5:12).

Por isso, quer seja pela hostilidade do mundo, quer seja pela condenação do pecado, precisamos levar nossos filhos à Cristo. Não há nada nesse mundo que se compare a alegria de ver os filhos salvos, perdoados e crescerem no conhecimento e temor do Senhor. Sendo assim, nosso compromisso é levar as crianças a um genuíno encontro com Cristo.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16).

Em Cristo, Rev. José Roberto Rodrigues Coelho Sec. Nacional da Infância – IPB.

 

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